Após a implantação em mais de 16.000 casos em cinco anos, os dados preliminares sobre a eficácia e os efeitos colaterais da estimulação do nervo foram os seguintes: a redução da freqüência das crises é mais acentuada nos grupos com alta estimulação (30Hz, durante 30 segundos, com 5 minutos de intervalo, e pulsos de 550 microsegundos).
De modo geral, a redução média das crises após 3 meses de uso foi de 34% e, após 12 meses, de 45%. Também após 12 meses, 20% dos pacientes apresentaram redução das crises em até 75%.
Dos 16.000 pacientes submetidos ao implante nos EUA, 28,9% eram da faixa etária pediátrica, dos quais 16,3% tinham menos de 12 anos. Um ano após o implante do estimulador do nervo vago, 61% dos pacientes tiveram redução de pelo menos 50% das crises, resultado semelhante ao obtido nos pacientes adultos. Ainda segundo esse mesmo estudo, além do efeito benéfico sobre a epilepsia, houve melhora de humor, alerta, habilidades verbais, memória e desempenhos escolar e profissional. É interessante enfatizar que os autores referem que esses efeitos não ocorreram apenas devido à redução da freqüência das crises, pois houve melhora inclusive nos pacientes que não obtiveram redução das crises.
Aparentemente, o implante do estimulador do nervo vago parece ser método eficaz e é indicado para aqueles pacientes com epilepsia resistente ao tratamento com medicamentos anti-epilépticos, para os quais não está indicado o tratamento cirúrgico convencional ou que já foram submetidos ao tratamento cirúrgico sem sucesso. A grande desvantagem desse método é o alto custo.
Figura 1 - Ressonância nuclear magnética de uma criança portadora de malformação grave do córtex cerebral nos 2 hemisférios cerebrais (lissencefalia) e crises epilépticas de difícil controle.
Figura 2 -O estimulador do nervo vago consiste de um gerador e o fio bipolar.
Figura 3 - Fotografia obtida durante a cirurgia demonstrando o nervo vago envolto pelos eletrodos do fio bipolar.
FONTE: www.epilepsia-cirurgia.com.brLIGAÇÕES EXTERNAS:



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