14 setembro 2009

EPILEPSIA NOS ANIMAIS

Os animais também podem sofrer de epilepsia. Ela é causada por uma descarga eléctrica no cérebro que faz com que o animal fique, momentaneamente, sem coordenação ou movimentos voluntários. A epilepsia pode ser de origem hereditária ou adquirida.
Independente da sua origem, as convulsões podem ter graus variados. Pode ser desde leve, com ocorrência de salivação com movimentos desordenados de cabeça até um ataque em que o animal cai no chão a salivar, movimenta as pernas de forma descordenada e o ataque pode levar de segundos a alguns minutos.
Se o ataque se repetir num curto espaço de tempo, o cão deverá ser medicado. O cão epiléptico deverá tomar medicação indefinidamente. O cão epiléptico, embora tenha que tomar medicamento durante toda a vida, é um cão que pode ter vida normal. Alguns medicamentos podem causar sonolência ao animal, mas não interfere significativamente na sua vida.
A epilepsia tanto nos humanos como nos animais não é transmissível ao homem nem a outros cães. FONTE: http://www.hospvetprincipal.pt/


Caso Clínico Veterinário: Epilepsia Canina

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EPILEPSIA EM CÃES E GATOS FONTE: Hospital Veterinário do Porto
As convulsões, vulgarmente associadas à epilepsia, podem ter numerosas causas. De facto, as convulsões podem ter origem intra-craniana ou extra craniana.

CAUSAS DE CONVULSÕES INTRA-CRANIANAS
-Anomalis congénitas (de nascença): hidrocefalia, lisssencefalia
-Neoplasias cerebrais
-Doenças inflamatórias: meningoencefalite
-Doenças vasculares: hemorragia, enfarte
-Doenças degenerativas
-Epilepsia primária

CAUSAS DE CONVULSÕES EXTRA-CRANIANAS
-Toxinas
-Hipoglicémia
-Doenças do fígado
-Hipocalcémia
-Desequilíbrios electrolíticos
-Hiperosmolaridade
-Insuficiência renal

Para se perceber a causa das convulsões é importante realizar uma boa história clínica, pois algumas das causas de convulsões são mais comum em animais jovens, outras em animais adultos, outras têm evolução rápida...
Depois de realizado um exame físico cuidado é necessário proceder a exames complementares ao sangue, electrocardiograma e radiografias para excluir progressivamente causas de convulsões. Se todos os exames complementares se revelarem normais restam a neoplasia cerebral que pode ser confirmada por ressonância magnética e a epilepsia promária que é um diagnóstico de exclusão, isto é, um animal considera-se diagnosticado com epilépsia primária se todas as outras causas de convulsões tiverem sido eliminadas.

TRATAMENTO
O tratamento deve ser dirigido à causa da convulsão (ex: tratar a Diabetes).
No caso de epilepsia primária o tratamento é feito com medicamentos por via oral podendo ser necessário mantê-lo durante toda a vida do animal.

PROGNÓSTICO
O prognóstico é variável e depende da causa subjacente da convulsão. Assim, é mau no caso de neoplasia cerebral e razoável no caso de epilépsia primária. Nesta última situação é irrealista pensar que se vai conseguir eliminar as convulsões por completo, sendo que o objectivo é espaça-las no tempo o mais possível e torná-las menos violentas e com menor duração.
Felizmente os cães epilépticos podem ter uma boa qualidade de vida quase não se apercebendo da sua doença.







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Que fazer em caso de ataque epiléptico?
Se é a primeira vez que assiste a esta experiência desagradável, acalme-se! Em qualquer caso, proteja o cão de se magoar a si próprio, afastando objectos, móveis e outras coisas que possam magoar o cão durante o período em que o cão não tem consciência do que lhe está a acontecer. Permaneça junto dele. Verifique quanto tempo dura o ataque.
Segure e acalme o seu cão. Faça pouco barulho! Não se esqueça que se trata de uma hiperexcitabilidade cerebral! Afaste outros animais de roda dele. Contacte o veterinário. Certos ataques requerem tratamento urgente (golpe de calor, intoxicações, ataques que durem mais de 5 minutos) ao passo que geralmente o animal deve ficar sossegado a recuperar. FONTE: arcadenoe.sapo.pt


Emergency Dog Health Care: What To Do If Your Dog Has A Seizure

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