15 setembro 2009

EPILEPSIA NO IDOSO

A epilepsia ocorre com frequência durante a terceira idade, mas o seu diagnostico nem sempre é fácil sendo sua mortalidade maior do que na forma que ocorre no adulto jovem e na criança.
Estudos ingleses identificam que 1% das pessoas com mais de 65 anos apresentam epilepsia.
A principal causa de epilepsia no idoso é o derrame cerebral. Variações do açúcar sanguíneo (tanto a hipo como a hiperglicemia), a uremia, a diminuição do sódio e do cálcio, o hipotitreoidismo, a pneumonia, infecções graves e a insuficiência hepática podem provocar convulsões.

A retirada súbita do álcool do alcoólatra pode desencadear uma convulsão. Vários medicamentos podem desencadear a convulsão, como certos antidepressivos, antipsicóticos e antibióticos. A teofilina, a levodopa, diuréticos tiazídicos e a gingko biloba também podem desencadear crises convulsivas.

Na doença de Alzheimer podem ocorrer convulsões, bem como nos tumores cerebrais e no traumatismo de crânio.
A manifestação convulsiva no idoso é de difícil diagnostico podendo ser confundida com outras doenças. Pode se manifestar como lapso de memória, episódios de confusão mental, ausência, falta de atenção e sincope.

A crise convulsiva no idoso pode se confundir com um acidente vascular cerebral transitório, uma enxaqueca, síndrome das pernas inquietas, etc. A síncope e a hipotensão ortostática também se confundem. A hipoglicemia, a diminuição do sódio e potássio podem gerar convulsões, bem como a apnéia do sono.
O diagnostico envolve exame clinico completo, avaliações cardiológica e neurológica. A ressonância nuclear magnética do crânio é fundamental.

O tratamento se baseia no controle das crises sem que ocorram efeitos colaterais. Sempre deve ser corrigida a causa básica.
O tratamento é feito com drogas antiepiléticas e em geral após pelo menos dois episódios convulsivos bem característicos. O uso profilático de anticonvulsivante é feito em presença de situação de grande risco para a convulsão, como ocorre no tumor cerebral.
Sempre devem ser avaliados os riscos do uso do medicamento e seus efeitos colaterais. Os efeitos colaterais são mais comuns nos idosos que nos jovens.
A grande maioria dos casos responde bem a medicação, ficando livre das crises. Infelizmente a ocorrência de efeitos colaterais é freqüente.

A maioria dos medicamentos conhecidos para o tratamento da epilepsia é eficiente nos idosos, como a carbamazepina, acido valpróico, fenitoina e os barbituricos. O acido valpróico é considerado o medicamento de escolha para as crises generalizadas do idoso.
A maioria dos anticonvulsivantes provoca, em longo prazo, a dismineralização óssea ou osteopenia, com exceção do ácido valpróico.
É importante estar alerta a interação da medicação anticonvulsivante com anticoagulantes, antihipertensivos, antiarritimicos, antidepressivos, antibióticos, corticoides, teofilina e hipérico.
Medicamentos anticonvulsivantes modernos como lamotrigina e gabapentina são bem tolerados e sua eficiência está sob estudo.

A epilepsia gera impacto físico e psicológico sobre o idoso. O idoso fica vulnerável ao trauma físico ( as quedas, por ex.) que pode ocorrer durante a crise. São muito comuns as interações dos anticonvulsivantes com medicamentos usados concomitantemente. O estigma da doença epilética freqüentemente está presente gerando aspectos negativos.
Na maioria dos casos as crises convulsivas são facilmente controladas, mas geram profundo impacto sobre o idoso prejudicando sua qualidade de vida. FONTE: Martin J Brodie, director, epilepsy unit1, Patrick Kwan, associate consultant in neurology2 1 Division of Cardiovascular and Medical Sciences, Western Infirmary, Glasgow G11 6NT, 2 Department of Medicine and Therapeutics, The Chinese University of Hong


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