15 setembro 2009

CONTRACEPÇÃO

Em regra, as mulheres com epilepsia podem utilizar qualquer tipo de método contraceptivo; contudo, a escolha deve ter em conta o tratamento antiepiléptico que usam, porque alguns indutores enzimáticos poderão reduzir a protecção contra a gravidez ao provocarem uma metabolização mais rápida dos contraceptivos hormonais, como a pílula, por exemplo. Aconselhe-se sempre com os seus médicos ginecologista e neurologista.

Além disso, considere outros aspectos gerais, como:
- A idade;
- A frequência das relações sexuais;
- A existência ou não de outras doenças;
- A sua situação individual.
FONTE: www.epico.pt


Todos os métodos anticoncepcionais podem ser utilizados por mulheres com epilepsia, incluindo-se hormônios, dispositivo intra-uterino, diafragmas ou substâncias protetoras.

Um dos métodos mais efetivos, os hormônios contraceptivos, pode ser influenciado pelo tipo de crise e pelas DAEs usadas e assim vir a provocar gravidez indesejada. Os estudos atuais não mostram significativas mudanças na freqüência das crises pelo uso de contraceptivos orais. Há relatos, entretanto, de episódios de piora ou até de melhora na freqüência das crises com esses hormônios.
A contracepção hormonal pode ser obtida utilizando-se pílulas orais, dispositivos intra-uterinos, preparações intramusculares e intradérmicas. Os contraceptivos hormonais têm sua eficácia anticoncepcional diminuída na vigência de algumas DAEs, por causa do aumento de ligação e metabolismo de estrógenos e progesterona. O metabolismo dos contraceptivos hormonais, através do sistema enzimático do citocromo hepático P450 (cyP450), é aumentado por carbamazepina (CBZ), fenitoína (DPH), barbitúricos (fenobarbital - FB e primidona - PRI) e topiramato (TPM). O nível estrogênico pode cair em 40%-50% com o uso dessas DAEs. O valproato (VPA) inibe o sistema cyP450, resultando em nenhuma mudança ou aumento do nível dos esteróides. A gabapentina (GPT) e a lamotrigina (LTG) não agem nesse sistema enzimático e não interferem na efetividade da anticoncepção hormonal. O anticoncepcional oral deve conter no mínimo 50 microgramas de estrógeno em sua composição, tornando as "minipílulas" contra-indicadas.
A medroxiprogesterona (Depo-Provera) intramuscular é geralmente usada na dose de 150 mg a cada 3 meses. Apesar de não totalmente claro, parece que o mais adequado, entretanto, é o seu uso a cada 2 meses. Essa forma de anticoncepção pode causar efeitos colaterais como ganho de peso e mudanças no humor, porém, em algumas pacientes pode beneficiar o controle das crises (principalmente as parciais), seja pela amenorréia (falta das flutuações hormonais do ciclo), seja pela ação da progesterona como antiepiléptico.
Um sinal clínico de que a anticoncepção possa falhar é o sangramento (ou pequenas manchas sanguinolentas) no meio do ciclo menstrual. Nessas circunstâncias, recomenda-se adicionar métodos de barreira ou preservativos até que se esclareça a presença ou não das ovulações.
Vale a pena lembrar o DIU como uma boa opção para mulheres que já tiveram filhos anteriormente. FONTE: www.epilepsia.org.br


Que contraceptivos utilizar na epilepsia?
Na Epilepsia, o DIU ou SIU são os métodos de primeira escolha. A nível sistémico são metabolicamente inertes, pelo que a sua acção não é alterada pela medicação.
Os CC e os progestativos não têm contra-indicações se a terapêutica anti--epiléptica não for indutora de enzimas hepáticas (valproato de sódio, p. ex.).
Quando a terapêutica for indutora, ou mantemos os CC com dose de etinilestradiol (EE) igual ou superior a 50 mg. (p. ex. 2 comp. de 30 mg.) ou passamos para outro método. FONTE: www.apmcg.pt

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